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Copo Certo ?

Como escolher o copo certo para cada cerveja?

Quem não gosta daquela cervejinha com os amigos em clima de descontração? Pouca coisa na vida supera o prazer de estar na presença de pessoas queridas bebendo uma loirinha bem gelada no bar! Porém, quando o assunto é a degustação da bebida, torna-se importante considerar alguns fatores que nestas ocasiões costumamos não levar muito em conta.

Uma delas é a temperatura como já falamos uma porção de vezes por aqui. A cerveja “estupidamente gelada” acaba por mascarar algumas das características mais importantes do líquido. Então, para aqueles que querem apreciá-lo melhor, definitivamente não é uma boa pedida.

 

 

Outro aspecto que costumamos ignorar é a disposição. Como já estamos acostumados aos tradicionais copinhos americanos e de chope, este fator passa batido para o apreciador comum de cerveja. Mas se você quiser se aprofundar no tema, este ponto necessariamente deverá ser considerado em suas degustações.

 

Desde já é bom saber que copos de vidro e transparentes são mais adequados, pois eles permitem observar a coloração da bebida e a formação da sua espuma. Fuja de recipientes opacos e de canecas das cerâmica (mesmo que estas tenham sido usadas durante muito tempo e tenham seu valor histórico). Copinhos de plástico nem pensar!

Tipos de copos

 

Lager: São os copos de chope dos bares e botecos. Apesar de diferentes, costumeiramente são confundidos com os tulipas. Tipo indicado para Pilsens, American Lagers, Dunkel, Schwwarzbiers e Vienna Lager.

 

 

Weizen: Copos longos de vidro fino que permitem ao degustador avaliar a cor da bebida. Acomodam até 500ml de líquido, por isso permitem que garrafas inteiras de cervejas de trigo sejam despejadas nele, incluindo a espuma e as leveduras do fundo do recipiente. Tipo indicado para Weizenbier e Weizenbock.

 

 

Cilindro: Copos de origem germânica que permitem que os sabores do lúpulo e do malte sejam atenuados. São utilizados para cervejas mais delicadas e possibilitam boa ampliação da espuma. Tipo indicado para Kölsch e Altbier.

 

 

Tulipa: São muito comuns na Bélgica e já ganharam as mesas dos bares e restaurantes brasileiros. Elegantes, os copos tulipa suportam cervejas com bastante espuma e se assemelham a uma taça de conhaque. Tipo indicado para Belgian Ales, Tripels, Lambics, Flandres Oud Bruin e Oude Red Ales, Saisons, Bière de Garde, American IPAs e Bocks.

 

 

Snifter: Assim como os tulipa, também são similares a taças de conhaque. Sua boca, porém, é mais reduzida, tornando-o ideal para a acomodação e preservação dos aromas de cervejas mais densas. Tipo indicado para Barley Wines, Strong Ales, Doppelbocks e Imperial Stouts.

 

 

Goblet: Copos bem trabalhados, geralmente com alto relevo, que possuem bocas largas e pé alongado. Muitos também possuem um filete dourado na borda. Fazem boa manutenção da espuma e permitem maior percepção do aroma. Tipo indicado para Ales Trappistas e Belgian Strong Dark Ales.

 

 

Flute: Estamos acostumados a usar estes copos com espumantes e champagnes. Porém, quando o assunto é cerveja, eles permitem observar bem a cor e o corpo da bebida. Por serem bastante esguios, dificultam a dissipação do creme. Tipo indicado para Biére Brut.

 

 

Pint: Copos em formato de cilindro alargado que permitem a acomodação de diversos tipos de cerveja em grande quantidade. São bem comuns da Inglaterra, Irlanda e Alemanha, onde o número de pubs é grande. Também são chamados de Becker. Tipo indicado para Ales inglesas no geral (Bitter Ales, Pale Ales, Porters e Stouts).

 

 

Tumbler: Copos robustos de boca larga. Servem cervejas que não possuem muito creme, mas também podem ser vistos em bares e restaurantes acomodando refrigerantes e chás. Tipo indicado para Witbier.

 

 

Caneca: Assim como o tipo acima, as canecas são robustas e pesadas. Podem ser feitas de materiais variados e são mundialmente conhecidas por permitirem brindes e acomodação de muita cerveja. Tipo indicado para Helles, Export, Maibock, Oktoberfest e Rauchbier.

 

 

Copos diferenciados

 

Sabiam que existe um copo chamado Bota? O nome é bem sugestivo e já dá a ideia do formato do recipiente. Muito comuns na Alemanha e nos Estados Unidos, copos deste tipo são utilizados em competições bastante divertidas. O objetivo é fazer a Bota circular entre os participantes, que não podem deixar o líquido cair!

 

 

Outro copo diferente se chama Yard, e ele também é utilizado para competições. Assim como o nome sugere, ele tem tamanho de uma jarda – 0,91 metros – e comporta até um litro de cerveja! Encontrado na Alemanha, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia, o copo é a atração principal de campeonatos em que os participantes precisam tomar todo o seu conteúdo no menor tempo possível. Detalhe: não pode derramar, pois caso isso aconteça ele é eliminado.

 

 

E por último, mas não menos importante, há também o copo da tradicional cervejaria norte-americana Samuel Adams, de Boston. Considerado um “coringa” para degustações, este modelo foi feito sob medida para ampliar a experiência sensorial. Dentre suas principais características destaca-se o vidro mais fino (para manter a temperatura adequada), a borda frisada e virada para fora (para liberar o aroma e a doçura do malte) e a gravação feita a laser (para soltar fluxo constante de bolhas).

 

 

Historia da Cerveja

Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.

Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas “casas de cerveja”, mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.

A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.

A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.

E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.

Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.

Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.

Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

Como Preservar seus Cristais

Instruções de cuidado:

Lavagem :

1.Use água morna.

2.Use as mãos para lavar, com uma pequena quantidade de detergente neutro.

3.Enxágue.

4.Colocar em um suporte com a boca para baixo, caso não tenha utilize um pano limpo e lavado de preferência sem amaciante.

Secagem:

1.Para secar segure o pé da taça com uma mão e com a outra envolva a taça com o pano e seque por fora.

2.Coloque com leveza a ponta do pano por dentro e gire devagar.

3.Antes de guardar verifique se não ficou umidade.

4.Guarde-a em local arejado.

Recomendações:

Se o fundo estiver manchado deixe no molho por algumas horas com uma pitada de Bicarbonato de Sódio.

Para tirar manchas de batom, retire antes da lavagem usando um guardanapo macio.

Se utilizar esponja assegure-se que seja macia e esteja úmida.

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